segunda-feira, 26 de setembro de 2016

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à luz



memórias nadam na minha cabeça

confusa, fico tonta

de mim, sai uma lágrima espessa

que me acalma e amedronta



dentro de meu quarto

a música penetra os ouvidos

deito-me, faço um parto

dos sentimentos que são sofridos



pensamentos fecundados

roubam-me a sanidade

sofrimentos abortados

escorrem minha liberdade



sou o parto e o aborto

daquilo que me faz ser minha

durmo, então, feito um morto

já que toda gente é sozinha

Marina N. Martins

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